UNETRI PROMOVE RODA DE CONVERSA SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E CRIME DO FEMINICÍDIO
Evento teve a participação do delegado de Polícia Civil de Barracão e de profissionais do CREAS
Fonte: Luiz Carlos Gnoatto: Comunicação Unetri
A Unitri Faculdades realizou, na noite desta segunda-feira, 09 de março, uma roda de conversa alusiva ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. O evento foi promovido pelo Núcleo de Apoio ao Estudante - NAE, pelo Núcleo de Apoio Pedagógico – NAP, e pela Secretaria Acadêmica.
A atividade abrangeu os acadêmicos, professores e funcionários da Unetri.
A roda conversa teve a participação do delegado de Polícia Civil de Barracão, Marcos Antônio Nogueira Pereira Júnior, que abordou sobre legislação, dados estatísticos, evolução da legislação nessa questão, e como ela está no Brasil desde a lei Maria da Penha, uma vez que agora a legislação tipifica o feminicídio como crime.
O delegado também fez um panorama geral do tema e explanou números em nível de Brasil e de Paraná, contextualizando com a realidade da fronteira.
Também participaram a assistente social do CREAS, Juliana Aparecida Mikoraiczyk, e a coordenadora da secretaria de Assistência Social de Barracão, Ângela Menegassi.
Elas falaram sobre como funciona a rede de proteção à mulher, quais são os serviços que o município oferece para acolher e para dar suporte às mulheres vítimas de violência, também explanaram como estão as políticas públicas voltadas para a violência contra a mulher, e abordaram ainda os tipos de violência, com informações importantes de como identificar essas violências, o que fazer a partir da identificação, onde buscar ajuda e onde denunciar.
A coordenadora do NAE, a psicóloga e professora Fabíola Ortega, destacou que a roda de conversa tratou dessa complexidade que é o ciclo da violência, que afeta profundamente o comportamento e as questões emocionais da vítima.
“Muitas vezes, a vítima tem dificuldade para romper esse ciclo e a rede de apoio é fundamental para que essas mulheres possam romper esse ciclo e sair dessa situação de violência, sempre contando com essa ajuda e apoio, que são importantes nesses momentos”.
Fabíola Ortega destacou que ficou claro ser fundamental a pessoa que presenciar ou souber de qualquer caso de violência contra a mulher, em qualquer espaço, o cidadão tem o dever de denunciar, independente de com quem a violência acontece.
“Se a violência acontece comigo, ou com o meu colega, é meu dever, enquanto cidadão, fazer a denúncia, e então os órgãos públicos darão sequência nos casos”, citou.
A psicóloga ressaltou que o objetivo da roda de conversa foi propiciar esse conhecimento para a comunidade acadêmica, para que a formação dos acadêmicos da Unetri Faculdades, além de ser uma formação técnica de qualidade, que ela seja também uma formação de cidadãos responsáveis com os direitos humanos, de cidadãos responsáveis pela a construção de uma sociedade menos desigual e mais justa.
“Que a gente possa construir um espaço onde todas as pessoas possam viver sem medo de morrer. Penso que esse hoje é um dos maiores problemas da população feminina no Brasil”, concluiu a coordenadora do NAE, a psicóloga e professora Fabíola Ortega.
Fonte: Luiz Carlos Gnoatto / Comunicação Unetri