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RENDA MENSAL DO BRASILEIRO COM ENSINO SUPERIOR TEVE AUMENTO DE 182%

Estudo com mais de 9.200 egressos e alunos da educação superior, destacando a eficiência do diploma de graduação em termos de rentabilidade, sucesso e manutenção do emprego
 
Fonte: Semesp / Revista Ensino Superior
Foto: Imagem Ilustrativa
 

O Instituto Semesp, com apoio da Symplicity, realizou a segunda edição da Pesquisa de Empregabilidade do Brasil, que aponta a empregabilidade das carreiras por área, revelando a posição dos profissionais e a eficiência do diploma de graduação em termos de rentabilidade, sucesso e manutenção do emprego dos egressos de instituições públicas e privadas de todas as regiões do país.
A pesquisa contou com a participação gratuita e facultativa de 9.228 egressos e alunos da educação superior, e foi feita de 13 de outubro a 16 novembro, por meio de questionários, via e-mail, redes sociais e disponibilização na plataforma Symplicity.
 
SALTO EXPRESSIVO

O estudo foi dividido em duas frentes: egressos (5.264, de 592 instituições privadas e públicas e 179 cursos distintos de todas as áreas do conhecimento) e alunos com recortes de cursos presenciais e EAD, (3.964, de 254 instituições privadas e públicas e 151 cursos distintos de todas as áreas do conhecimento).
A relevância do diploma de graduação na rentabilidade dos profissionais chama a atenção: na comparação dos rendimentos dos egressos que trabalham atualmente e que possuíam renda antes de concluir o curso de graduação, houve uma melhora significativa no valor dessa renda mensal.
Antes de concluir o curso de nível superior, apenas 2,5% recebiam mensalmente um valor acima de R$ 5 mil.
Já após a conclusão do curso, esse percentual saltou para 31,5%.
Houve um aumento estimado de 182% na renda média mensal, ao considerar apenas os respondentes que já trabalhavam antes de concluir a graduação e que estão trabalhando atualmente.
Quase metade (48,1%) dos egressos do ensino superior possui um rendimento mensal bruto na faixa de R$ 3 mil a R$ 10 mil.
Enquanto 58,7% dos egressos de instituições públicas recebem mensalmente um rendimento de até R$ 5 mil mensais.
Nas IES privadas, o percentual é um pouco maior, em torno de 75,4%.
 
SITUAÇÃO NO MERCADO
De acordo com a pesquisa, a maioria dos egressos está trabalhando ou realizando estágio na sua área de formação: 61,4% dos egressos de IES privadas e 65,2% dos egressos de IES públicas.
Apenas 17,4% do total de respondentes não estão trabalhando no momento.
Destes, 16,2% estão apenas estudando (pós-graduação, outra graduação, etc.), mas a maioria deste percentual está desempregado há até um ano (39,0%) situação que foi elevada devido ao cenário de crise causado pela pandemia da covid-19.
Entre os alunos que estão matriculados em um curso presencial de ensino superior privado, a maioria trabalha ou realiza estágio (57,2%), seja na área do curso ou em outra área.
Entre os das IES públicas, a maioria não trabalha (51,6%).
Do total, independente da rede, 57,2% dos alunos do noturno possuem um emprego. Entre os alunos do EAD, a maioria trabalha, porém em uma área diferente de sua graduação.
Entre os egressos de instituições privadas, 37,0% já trabalhavam antes de ingressar no ensino superior.
Esse percentual sobe para 57,7% ao considerar também aqueles que começaram a trabalhar ainda durante a graduação. Já 46,1% dos egressos de IES públicas entraram no mercado de trabalho somente após a conclusão da graduação.
 
POR CURSO
Os egressos com maior percentual de empregabilidade, por cursos, são de medicina (100%), engenharia de computação (97,4%), ciência da computação (93,2%), enfermagem (92,5%), fisioterapia (91,3%), biomedicina (90,4%), sistemas de informação (89,9%), geografia (88,3%), contabilidade (87,4%) e economia (87%).
Entre os egressos que ainda não conseguiram o primeiro emprego formal, 44,6% são recém-formados (conclusão do curso em 2019 ou 2020), que foram afetados diretamente pela crise causada pela pandemia de Covid-19.
Já os egressos desempregados há mais de um ano, por cursos, são de serviço social (14,8%) e turismo (10,5%), seguidos de gestão de negócios (9,5%), educação física (8,5%), comunicação social (7,5%), publicidade e propaganda (7,5%), engenharia química (7,4%), administração (7,3%), farmácia (7,0%) e gestão de pessoas (6,5%).
 
DESIGUALDADE
Também há uma diferença significativa entre a renda mensal dos homens e das mulheres: 17,4% dos homens recebem mais de R$ 10 mil enquanto apenas 6,1% das mulheres apresentam rendimento nessa faixa.
Por questões de experiência, os formados há mais tempo também apresentam rendimento maior do que os recém-formados.
Quanto maior o nível de escolarização, maior o rendimento.
Em torno de 79% dos alunos de cursos presenciais apresentam uma renda bruta mensal de até R$ 3 mil.
Menos de 5% responderem receber mais de R$ 5 mil mensais.
Outro ponto importante é que 9,8% dos alunos da rede privada e 7,6% da pública realizam alguma atividade sem remuneração, seja estágio curricular obrigatório ou trabalho voluntário. A renda também é maior para os alunos do sexo masculino, independente da modalidade.
 
RELEVÂNCIA DO DIPLOMA
Quase 80% dos egressos acreditam que o curso de ensino superior atendeu aos seus objetivos iniciais.
Na vida pessoal, oito a cada dez egressos concordam que a conclusão do ensino superior ajudou.
Essa percepção é ainda melhor entre os egressos de IES públicas e entre os participantes com mais idade.
Quanto à opinião sobre o alcance dos objetivos iniciais, 87,9% dos alunos de cursos presenciais em IES privadas concordam que o curso tem atingido a expectativa.
Na rede pública, o percentual é um pouco mais baixo (77,1%).
Esse percentual também é alto no EAD, 82,4%.
A maioria dos alunos concorda que o diploma de ensino superior vai aumentar a chance de se conseguir uma melhor vaga de emprego.
Em cursos presenciais, a percepção é ainda maior entre os alunos da rede privada (93,3%); na rede pública, o percentual cai para 89,2%.
Já nos cursos EAD particulares, o percentual chegou a 94,0% dos alunos.
Mais da metade dos egressos concorda que o curso de ensino superior foi de fundamental importância para a manutenção do emprego durante os períodos de crise.
Essa percepção é um pouco melhor entre os egressos de instituições públicas (60,1%).
Metade dos alunos acredita que ter ingressado em um curso presencial de ensino superior, seja ele privado ou público, contribuiu para a manutenção do emprego durante a crise.
No EAD, essa percepção foi sentida por 40,2% dos alunos de IES privadas.

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