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Mudanças e Adaptações

SEGUNDA PARTE: ACADÊMICOS RELATAM SUAS EXPERIÊNCIAS DE ADAPTAÇÃO AO ENSINIO REMOTO, EM FUNÇÃO DA PANDEMIA

Esta é a segunda reportagem neste sentido, e uma terceira ainda será publicada. A interrupção das aulas presenciais exigiu solidariedade, organização, dedicação e planejamento ao novo sistema, tanto por parte dos acadêmicos, quanto dos professores

 
Reportagem e edição: Luiz Carlos Gnoatto / Ascom Unetri
 
Com o isolamento social, decorrente da pandemia do novo coronavírus, muitas mudanças aconteceram em todos os setores, e as adaptações à  nova realidade, e novas formas de fazer as ações do cotidiano, se toraram palavra de ordem.
Inovação, mudanças, criatividade, planejamento e determinação foram os principais elementos de adaptação a esse novo tempo.
E a Unetri Faculdades, a exemplo de todas as instituições de ensino superior presencial, precisou promover mudanças para também se adaptar ao novo  cenário.
A principal mudança foi, sem  dúvidas, a interrupção das atividades presenciais e a adoção das aulas remotas, online, o que impactou diretamente sobre os acadêmicos e professores.
São muitas as novas situações criadas, adaptações necessárias para superar dificuldades, como o caso em que uma acadêmica tinha limitações em sua internt e os colegas fazem rodizio para gravar as aulas, ligam para a colega, que ouve todas as aulas pelo celular.
Enfim, são muitos os exemplos de solidariedade, organização, dedicação e planejamento.
Para saber  mais como os  acadêmicos se adaptaram a estas mudanças, o que mudou em seu dia a dia, quais as dificuldades encontradas, novo planejamento e organização, entre outros fatores, ouvi alguns acadêmicos dos cursos presenciais da Unetri, que relataram suas experiências.
Esta é a segunda reportagem neste sentido, e uma terceira ainda será publicadas.
Desta vez, os três acadêmicos, que deram depoimentos, são: Monique Puttkamer, do sexto período de Administração; Bernardo Faganello, do segundo período de Administração; e Marilúcia Alves, do quarto período de Administração.
 
Monique Puttkamer afirmou que, sem dúvidas, a pandemia da Covid-19 mudou significativamente a vida dos acadêmicos, e uma das tarefas mais acometidas pela mudança, foi as aulas presenciais.
"Costumo dizer que nem tudo é 100% negativo e 100% positivo. Através das aulas remotas, aprendemos um novo formato de estudo. Para mim, o maior desafio foi conciliar a vida de estudante à de mãe, esposa, dona de casa e empresária. Pois, quando participo das aulas presenciais, junto à faculdade, sou apenas a estudante de Administração, e estando em casa, esta tarefa se mistura às várias outras que desempenho".
Para Monique, o maior desafio vivido com as aulas remotas, foi justamente conciliar estas funções e prezar pelo bom aprendizado, mantendo o foco nas aulas e nos estudos.
"Vejo que o distanciamento social também nos permitiu momentos que possivelmente não seriam possíveis presencialmente, como acompanhar palestras e formações com profissionais, a exemplo de Fernando Seabra, herdeiro e filho do sócio-fundador da Natura".
Com o passar dos meses, citou Monique, a adaptação tornou-se mais simples e o acadêmicos passaram a se acostumar com as aulas remotas, mas sempre com o desejo de retornar às aulas presenciais.
"Com muita alegria, iniciamos o retorno gradual às aulas presenciais. Sem dúvida, a presença física na sala de aula torna o processo mais animador e interativo", ressaltou Monique Puttkamer.
 
Bernardo Faganello contou que um novo ciclo se iniciava em sua vida, com a tão esperada chegada à faculdade.
"Eu estava feliz com minhas aulas presenciais e consegui fazer novas amizades com professores e alunos. Porém, elas duraram apenas alguns meses. Com a chegada da pandemia, nossas aulas passaram de presenciais para remotas, uma mudança que ninguém esperava, e ninguém estava devidamente preparado. No início, fiquei chateado, pois para alguns, como é para mim, o aprendizado remoto é mais difícil de se compreender".
Porém, afirma Bernardo, não se pode parar de aprender, e é preciso buscar sempre o novo, a inovação, saindo da rotina e se adaptando às mudanças.
"Além de sair da nossa rotina, tivemos que nos adaptar ao novo meio, o qual está até hoje em nossas vidas. A tecnologia, um meio que para quem sabe usá-la, é absurdamente fundamental para adquirir conhecimento. Nossos professores se dedicaram muito, para que os alunos conseguissem absorver, ao máximo, e realmente conseguiram".
O acadêmico ressaltou que o que no início, as aulas remotas lhe deixava intrigado e nervoso. Agora é só mais um meio de aprender.
"Mas é estranho rever meus colegas pela tela de um computador. Porem, apesar das circunstâncias, não devemos parar de adquirir o conhecimento, algo que ninguém vai tirar de nós, e só nós mesmos podemos tornar isso possível. Tenho certeza que o conhecimento abrirá novas portas para nossa vida, tanto profissional quanto, principalmente, para a vida pessoal, independente das circunstâncias", enfatizou Bernardo Faganello.
 
Marilúcia Alves explicou que o momento que está sendo vivenciado é desafiador para todos, tanto acadêmicos quanto professores.
"Aprendemos, neste período de curso, que um bom planejamento da vida pessoal e profissional é essencial para lidarmos, com mais clareza e objetividade, diante dos desafios. Porém, a pandemia fez com que todos replanejassem todas as atitudes, pois muitos de nós, acadêmicos, como professores, temos filhos, ou pais idosos em casa, o que nos faz por em prática as habilidades e  flexibilidades aprendidas na teoria".
Marilúcia disse que não é fácil estudar em casa, pois são muitas as atividades paralelas, como barulhos, conversas, TV ligada, entre outros ruídos que atrapalham o aprendizado.
"Mas, aulas remotas têm um lado bom, considerando que também são minutos a mais para estar com os filhos ou até mesmo para um jantar, pois muitos chegam do trabalho tarde, com fome, cansados e nem sempre têm um tempo para si antes de ir à faculdade".
Ela espera que logo tudo volte ao 'normal', porque considera que nada se compara ao ensino presencial.
"É necessidade pessoal de todos o contato com os professores e colegas, pois nós dependemos um do outro para viver em sociedade. É através dessa convivência que nos desenvolvemos como pessoa e como profissional" destacou Marilúcia Alves.

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