Notícias UNETRI

Mudanças e Adaptações

ACADÊMICOS RELATAM SUAS EXPERIÊNCIAS DE ADAPTAÇÃO AO ENSINIO REMOTO, EM FUNÇÃO DA PANDEMIA

A interrupção das aulas presenciais exigiu solidariedade, organização, dedicação e planejamento ao novo sistema, tanto por parte dos acadêmicos, quanto dos professores
 
Reportagem e edição: Luiz Carlos Gnoatto / Ascom Unetri
 
Com o isolamento social, decorrente da pandemia do novo coronavírus, muitas mudanças aconteceram em todos os setores, e as adaptações à  nova realidade, e novas formas de fazer as ações do cotidiano, se toraram palavra de ordem.
Inovação, mudanças, criatividade, planejamento e determinação foram os principais elementos de adaptação a esse novo tempo.
E a Unetri Faculdades, a exemplo de todas as instituições de ensino superior presencial, precisou promover mudanças para também se adaptar ao novo  cenário.
A principal mudança foi, sem  dúvidas, a interrupção das atividades presenciais e a adoção das aulas remotas, online, o que impactou diretamente sobre os acadêmicos e professores.
São muitas as novas situações criadas, adaptações necessárias para superar dificuldades, como o caso em que uma acadêmica tinha limitações em sua internt e os colegas fazem rodizio para gravar as aulas, ligam para a colega, que ouve todas as aulas pelo celular.
Enfim, são muitos os exemplos de solidariedade, organização, dedicação e planejamento.
Para saber  mais como os  acadêmicos se adaptaram a estas mudanças, o que mudou em seu dia a dia, quais as dificuldades encontradas, novo planejamento e organização, entre outros fatores, ouvi alguns acadêmicos dos cursos presenciais da Unetri, que relataram suas experiências.
Esta é a primeira reportagem neste sentido, e outras serão publicadas ainda.
Os três primeiros acadêmicos, que deram depoimentos são: Cleiton Augusto Köche, do sexto período de Ciências Contábeis; Natália Cristina Paz Kayser, do quarto período de Ciências Contábeis; e Gustavo Gabriel de Bortoli, do segundo período de Ciências Contábeis.
 
Cleiton Augusto Köche cotou que nestes últimos meses, os acadêmicos estão vivenciando um período diferenciado, no que diz respeito a aprendizagem, o que impactou, não apenas nos estudantes, mas também nos professores e na própria Instituição.
"Fomos privados de comparecer à nossa instituição de ensino, fato que nos levou a um novo modelo de aprendizagem. Agora temos que estudar em nossos próprios lares, fato este que se mostra um tanto desafiador, já que no inicio de nosso curso, optamos pela modalidade de ensino presencial".
Cleiton citou que o fato dos acadêmicos estarem em seus lares, é desafiante não somente para os acadêmicos, mas também para a instituição de ensino e, consequentemente, para os professores, levando em conta que todos têm que se reinventar a cada aula.
"Para este período que estamos vivendo, foi imperativo termos que nos adaptar e criar uma rotina de estudos diferente da que levávamos antes. Não está sendo muito fácil, já que vários alunos, além de trabalharem, ainda têm que se desdobrar entre família e estudos".
Para o acadêmico, estas mudanças, e o próprio ensino pelo sistema remoto, têm também suas vantagens.
"Agora, além de termos a aula por meio de uma mídia digital, ainda temos a opção de assistir novamente as aulas, uma vez que elas ficam gravadas e disponíveis para quando precisarmos acessá-las novamente".
Cleiton está confiante que aos poucos tudo voltara ao normal.
"Já estamos tendo alguns encontros presencias, e a nossa esperança é que próximo ano, possamos retornar ao mesmo modelo de antes. Creio que vamos sair dessa situação mais maduros e preparados, já que estamos aprendendo, além dos conteúdos específicos, a sermos mais flexíveis e maduros diante de um quadro tão complexo e desafiador quanto este, o que mostra que estamos nos preparando, não apenas para o mercado de trabalho, mais também para a vida em sociedade. Estamos crescendo tanto como pessoa, quanto como profissional", afirmou Cleiton Augusto Köche.
 
Natália Cristina Paz Kayser ressaltou que muitas dificuldades surgiram com a pandemia, tanto para os professores como para os acadêmicos, e todos tiveram que se adaptar a uma nova realidade e a um novo formato de estudo, o sistema remoto.
"A adaptação foi ocorrendo no dia a dia e ainda está acontecendo aos poucos, por ser totalmente diferente do que vivíamos antes, centrado no contato pessoal e na interação em sala de aula, com os professores e colegas de turma. É um desafio muito grande, pois a cada dia buscamos a melhor forma de aprender, o que requer mais dedicação e esforço de cada um".
Natália destacou que que o ensino remoto é uma modalidade de estudo na qual o compromisso e a concentração são de extrema importância.
"Os desafios são vários e muitas vezes não é fácil estudar ou participar das aulas em um ambiente que não seja o da instituição, pelo fato de estarmos em um cenário no qual ocorrem muitas coisas ao redor, o que é diferente da sala de aula, onde todos tem o mesmo propósito".
A acadêmica afirmou que vale destacar o empenho que os professores têm em buscar estratégias para melhorar as aulas, tornando-as mais atrativas.
"Isso gera uma grande diferença no aprendizado dos acadêmicos, salientou Natália Cristina Paz Kayser.
 
Gustavo Gabriel de Bortoli explicou que por ser do segundo período, ainda estava se adaptando às aulas presenciais à noite, tendo apenas dois meses de aulas.
"Porém, apesar de ser pouco tempo, já deu para perceber a grande mudança das aulas presencias para as remotas. Simplesmente, por não estar em um ambiente de estudo, as aulas remotas acabam não rendendo como o esperado".
Gustavo relatou que em casa, as distrações são maiores e o leque de coisas a fazer é amplo, mas a concentração tem que estar na aula, o que, em alguns dias, se torna difícil de fazer.
"Tento me concentrar ao máximo nas aulas, extraindo o quanto eu puder de cada matéria, e se há atividades, tento terminar até o final da noite do mesmo dia, para não acumular".
O acadêmico entende que esse momento que está sendo vivido, não trouxe dificuldades apenas para os acadêmicos.
"Os professores também tiveram que se reinventar, utilizando métodos e formas diferentes de passar os conteúdos. Um deles, por exemplo, é o Kahoot, pelo qual os acadêmicos respondem algumas questões referente a aula, já dando um feedback ao professor se todos os alunos entenderam o conteúdo, e ao mesmo tempo os acadêmicos competem para ver quem consegue fazer mais pontos, reunindo, assim, um pouco de diversão e aprendizado ao mesmo tempo".
Gustavo ressaltou que, de forma bem resumida, as aulas remotas não atendem as mesmas expectativas das aulas presenciais, mas com ela se aprende novos métodos de ensino e de aprendizagem.
"Assim, saímos de nossa zona de conforto, não vivendo apenas na mesmice. O jeito é se adaptar e cada dia dar o seu melhor, pois se cada um fazer a sua parte, haverá um ciclo de mútua ajuda," afirmou Gustavo Gabriel de Bortoli.

Compartilhe esta notícia:

Para uma melhor experiência em nosso site, por favor, aceite os nossos cookies de navegação.

Existem algumas opções que podem não funcionar sem a utilização dos cookies. Para mais informações sobre os cookies que utilizamos, visite a nossa Política de privacidade.