Notícias UNETRI

Formação

PESQUISA APONTA QUE O DIPLOMA SUPERIOR IMPACTA POSITIVAMENTE O SALÁRIO DAS PESSOAS

Quase dez mil egressos foram entrevistados e os resultados reforçam a importância do curso de ensino superior


Fonte: por Marina Kuzuyabu / Revista Ensino Superior / revistaensinosuperior.com.br
Foto: Acadêmicos da Unetri Faculdades (Luiz Carlos Gnoatto-arquivo)

 
A faixa da população brasileira que tem ensino superior é ínfima quando comparada com a de outros países.
Um ranking feito pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com a participação de aproximadamente 40 nações, mostra o Brasil nas últimas posições nesse quesito, perdendo apenas para Indonésia e África do Sul.
Menos de 20% das pessoas de 25 a 34 anos concluíram um curso superior no país, enquanto no Reino Unido, Austrália, Irlanda, Canadá e Japão, o indicador ultrapassa os 50%.
Na campeã, Coreia do Sul, ele é de quase 70% .
 
Com um número tão baixo de pessoas com ensino superior, o diploma ainda é um fator crítico na trajetória de grande parte da população, apesar da crise econômica, do crescimento da informalidade no mercado de trabalho e do discurso que vigora em algumas áreas de que a formação acadêmica se tornou dispensável.
Uma pesquisa inédita, feita com egressos que já trabalhavam antes de concluir a faculdade (e que continuam empregados) mostrou que a graduação proporciona um aumento de 162% nos rendimentos, em média.
“O salário salta de R$ 2.343,00 para R$ 6.143,00”, citou Rodrigo Capelato, diretor executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp).
O estudo foi feito pelo recém-criado Instituto Semesp, desenvolvido pela entidade para produzir pesquisas, insights e projeções sobre o setor.
Este primeiro levantamento contou com a parceria da empresa Simplicity e foi realizado por meio de questionários online aplicados entre outubro e novembro de 2019.
Mais de 9,4 mil pessoas participaram, 64,2% delas egressas de instituições privadas e 35,8% de instituições públicas.
No total, os participantes representam 481 instituições de ensino superior (confira mais nos gráficos da pág. 34).
“As instituições que tiveram uma boa amostra receberam um relatório individualizado para comparar seus resultados com o da amostra total. A margem de erro dessa pesquisa é de 1%. É uma amostra confiável, e seus resultados podem ser usados como fonte de pesquisa e informação”, destacou Capelato.
Os egressos dos cursos de Administração, Direito, Ciências Biológicas, Engenharia Civil e Psicologia reuniram o maior número de respostas.
A maioria se formou no período noturno (47,9%), pertence à região Sudeste e tem entre 25 e 29 anos.
A Pesquisa de Empregabilidade do Brasil também colocou em evidência os impactos da crise econômica sobre os egressos.
Entre os que se formaram há três anos, 29,5% ainda não conseguiram o primeiro emprego, enquanto que entre os que se graduaram há mais tempo, esse índice é de 8,8%.
De acordo com Capelato, os primeiros entraram no mercado de trabalho justamente no pior momento da economia brasileira, daí os resultados negativos.
“O cenário de recessão, de criação de poucas oportunidades, tem levado pessoas experientes a ocupar vagas para recém-formados. Como consequência, os mais jovens ficam sem oportunidade, não conseguem experiência e, sem experiência, não conseguem o primeiro emprego”, apontou.
Apesar do desemprego, que atinge quase 1/3 dos recém-formados, a maioria conquistou o primeiro trabalho antes de se formar.
Essa é a realidade de 38% deles.
Na rede privada, esse indicador é ainda maior e chega a quase 50%.
Entre os que não estão no mercado de trabalho, a pesquisa buscou levantar os principais motivos.
O fato de estarem estudando foi levantado por 28,9% dos entrevistados.
Curiosamente, apenas 5,6% declararam que estão tentando criar um negócio. “Apesar de todas as iniciativas, a vontade de empreender não é forte ainda”, afirmou Capelato.
 
Suporte aos alunos
Além de alinharem seus projetos pedagógicos à realidade do setor produtivo, as instituições de ensino podem contribuir de várias maneiras para que seus alunos tenham uma carreira de sucesso.
A realização de eventos com representantes de indústrias e empresas tem se tornado frequente para a divulgação de vagas e a realização de palestras.
Contudo, as experiências mais bem-sucedidas, como já mostramos em diversas reportagens da Ensino Superior, são aquelas que resultam de um relacionamento mais duradouro com os empregadores.
Nesse sentido, em vez de convidá-los para ações pontuais, as instituições podem optar por manter um diálogo contínuo, incentivando-os a colaborar com o projeto acadêmico.
Eles podem propor projetos aos alunos, avaliar os trabalhos desenvolvidos, sugerir temas de estudo e, tão importante quanto tudo isso, conversar diretamente com alunos e professores sobre o mercado de trabalho.
Estágio, o primeiro passo
Dar suporte para os estudantes conseguirem estagiar também tem grande relevância.
A pesquisa revelou que, entre os alunos que fizeram estágio (remunerado ou não), 56,1% trabalham hoje na área de formação.
Entre os que não fizeram, esse índice é 43,9%.

Compartilhe esta notícia:

Para uma melhor experiência em nosso site, por favor, aceite os nossos cookies de navegação.

Existem algumas opções que podem não funcionar sem a utilização dos cookies. Para mais informações sobre os cookies que utilizamos, visite a nossa Política de privacidade.