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AMATRI, UNETRI E SECRETARIA DE SAÚDE PROMOVEM PALESTRA SOBRE AUTISMO

Evento envolveu acadêmicos, profissionais de saúde e de educação e convidados

 

A Unetri Faculdades, de Barracão, e a Secretaria de Saúde do município foram parceira da Associação de Amigos dos Autistas da Trifronteira – AmaTri, para a realização de uma palestra, na noite de 14 de novembro, na Câmara de Vereadores de Barracão.

A palestra envolveu o Transtorno do Espectro Autista - TEA e teve por tema: “A importância da integração sensorial e da estimulação da linguagem no desenvolvimento do autista”, e tratou sobre o desenvolvimento da linguagem no autista.

As palestrantes foram a terapeuta ocupacional, Graziele Aparecida Durão, e a fonoaudióloga, Amanda Lupatini.

O evento foi aberto à participação do público, mas especialmente direcionado para profissionais da saúde e da área de educação, além de acadêmicos do curso de Pedagogia da Unetri, que receberam certificado de horas complementares.

Vários assuntos relacionados ao cotidiano do autista foram tratados durante a palestra, desde formas de identificar o possível transtorno, cuidados, acompanhamento de profissionais médicos, até a integração e socialização.

As palestrantes destacaram que o autista recebe as informações de forma diferenciada, pois são mais sensíveis auditivamente, visual e olfativamente.

“Isso exige que os pais e profissionais façam uma abordagem simplificada e diferenciada para facilitar a comunicação verbal e integração sensorial. O objetivo do nosso trabalho é que a sociedade inclua, de maneira efetiva, a criança, adolescente e até mesmo o adulto na sociedade, principalmente no ensino regular. Que os profissionais ensinem, de uma maneira na qual a pessoa com o espectro do autismo consiga entender e se sociabilizar da melhor maneira. Isso é possível conhecendo o TEA e os diferentes níveis do mesmo para o diagnóstico, se é apenas leve, moderado ou avançado”, explicaram Graziele e Amanda.

De acordo com elas, o autista é propenso a ter uma ansiedade social maior, causando um colapso sensorial pela quantidade de informações recebidas e o cérebro não as consegue processar, ficando irritado, não conseguindo interagir e demonstrar o que ela quer, gerando estereotipia.

“É importante que a sociedade deixe de enxergar isso como um ‘surto’. As pessoas precisam entender, pois a inclusão acontece a partir do entendimento e com a interação que temos com os mesmos” concluíram.

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