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Trabalho

PESQUISA REVELA A SITUAÇÃO DOS CONCLUINTES NO MERCADO DE TRABALHO

Levantamento exclusivo realizado com egressos de todo o Brasil também revela a faixa salarial das pessoas que concluíram a graduação. A pesquisa mostrou ainda que os cargos de liderança, como diretor, gerente, coordenador ou supervisor, são ocupados, em sua maioria, por egressos de instituições privadas

 

Fonte: revistaensinosuperior.com.br – Foto: Reprodução revistaensinosuperior.com.br

Se quisermos saber o total de concluintes, no Brasil, por carreira, região do Brasil ou tipo de instituição de ensino, por exemplo, encontraremos um vasto banco de dados para consultar.

Mas, se o interesse mudar de direção e quisermos saber onde estão esses concluintes, se estão trabalhando ou quanto eles ganham, aí as dificuldades começarão a aparecer.

Há poucas informações disponíveis sobre a vida do aluno depois que ele se forma.

Com o objetivo de conhecer melhor o perfil do egresso do ensino superior e entender suas dificuldades e expectativas em relação ao futuro profissional, o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo - Semesp realizou uma pesquisa inédita com concluintes de cursos de graduação de todo o Brasil.

Os dados foram coletados durante o 1º semestre de 2017., por meio de formulário eletrônico.

Foram obtidas 1.445 respostas, das quais 1.089 de pessoas que já se formaram.

Juntos, eles representam 453 Instituições de Ensino Superior - IES, entre privadas e públicas, de todas as regiões do Brasil, e 145 cursos diferentes.

Também foram obtidas nove respostas de residentes no exterior.

 

TRABALHO

De cada três alunos, dois estão trabalhando – a maioria em sua área de formação.

Entre os que trabalham em área diferente, há uma predominância de egressos de IES privadas: 21,5% contra 12,7% da rede pública. Os principais motivos apontados para essa situação foram falta de oportunidades e de interesse.

Entre os desempregados, há uma predominância de egressos da rede pública: 44,4% contra 29,5% na rede privada.

Porém, entre os primeiros, 56,2% estão matriculados em cursos de pós-graduação. Já entre egressos da rede privada, apenas 39,5% deram continuidade aos estudos.

A pesquisa também mostrou que os cargos de liderança, como diretor, gerente, coordenador ou supervisor, são ocupados, em sua maioria, por egressos de instituições privadas (17,9%).

 

ÁREAS

Quanto às áreas, os concluintes da rede pública estão, em sua maioria, trabalhando em setores relacionados à educação (26,4%), saúde (14,1%) e atividades científicas e técnicas (10,4%).

Já os respondentes da rede privada estão, atualmente, nas áreas de saúde e serviço social (23,3%), educação (16,4%) e nos setores administrativos e de serviços (6,5%).

Isso mostra que os egressos de IES públicas apresentam maior tendência a seguir carreiras acadêmicas que aqueles formados em IES privadas.

 

RENDIMENTOS

De forma geral, grande parcela dos alunos que concluíram o ensino superior no Brasil (47,1%) recebe mensalmente um salário entre R$ 1.000,00 e R$ 3.000,00.

É possível verificar uma leve tendência de maior salário entre os alunos provenientes de instituições públicas.

Considerando apenas os respondentes que já trabalhavam durante a graduação e que disseram ter recebido alguma melhoria de salário após conclusão do curso, 69% receberam aumento salarial de até 50%.

Dentre os provenientes de instituições privadas, 75% dos egressos receberam aumento de até 50%.

 

INSERÇÃO

Sobre a inserção no mercado de trabalho, 63,2% dos provenientes de instituições privadas alegaram ter tido muita dificuldade e 36,8%, pouca dificuldade.

Já entre os egressos de instituições públicas, os respondentes que disseram ter tido muita dificuldade constituíram um número menor, porém ainda expressivo: cerca de 55,3%.

Apesar disso, para 78,7% do público pesquisado, o curso de graduação contribuiu muito para o desenvolvimento profissional.

Esse percentual é ainda maior, 83,1%, para os concluintes de IES públicas.

Apenas 2,9% acreditam que o curso não apresentou nenhuma contribuição para o crescimento profissional.


O QUE PODE MELHORAR

Na opinião dos entrevistados, as IES podem melhorar alguns aspectos para contribuir com o crescimento profissional de seus alunos.

Os egressos acreditam que as instituições deveriam oferecer mais aulas práticas, coerentes com o mercado atual de trabalho, aproximar o aluno das empresas, por meio de parcerias, incentivar e divulgar oportunidades de estágios, melhorar a capacitação dos docentes, incentivar a pesquisa, agregar cursos específicos à grade curricular (como idiomas e empreendedorismo), oferecer melhor infraestrutura e laboratórios bem equipados.

Outros pontos que precisam ser aperfeiçoados, também citados, porém em menor escala, são referentes ao atendimento ao aluno, material didático, dinamismo nas aulas, networking e realização de palestras, workshops e visitas técnicas. 

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