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DIA DO FOLCLORE: 7 LENDAS BRASILEIRAS PARA CELEBRARMOS A NOSSA CULTURA

Rica em folclore, a cultura brasileira tem lendas e “histórias” que a ajudaram a compor a história do nosso país

 

Fonte: Portal Mega Curioso / megacurioso.com.br

Imagens: personagens folclóricos (reprodução: megacurioso.com.br)

 

Nesta quinta-feira, dia 22 de agosto, foi comemorado o Dia do Folclore Nacional.

A data relembra as lendas que ajudaram a compor a história do nosso país.

A maior parte dessas criaturas místicas nasceu através de causos indígenas, mas a miscigenação com os africanos e os europeus também contribuiu para que tivéssemos um leque bem grande e variado de criaturas que permeiam o imaginário popular.

Vamos relembrar algumas delas.

 

1 - Saci-pererê

Talvez a figura folclórica mais conhecida do Brasil, o Saci-pererê provavelmente nasceu dos causos indígenas da região Sul e Sudeste do país.

Ele é tão importante, que tem seu próprio dia festivo: 31 de outubro, data em que também é comemorado o Halloween.

O Saci é descrito como um menino negro de uma perna só, que costuma fazer travessuras com seu capuz mágico.

Sua especialidade é afugentar cavalos e fazer as pessoas se perderem nas trilhas.

Segundo a lenda, ele costuma aparecer no meio de redemoinhos de poeira e folhas.

E caso você consiga retirar o capuz dele, terá um desejo atendido.

Outro detalhe é que, se ele estiver te perseguindo, basta jogar um fio ou um cadarço cheio de nós que o Saci vai se sentir na obrigação de parar e desatá-los, antes de continuar a perseguição.

 

2 - Mula-sem-cabeça

Como várias lendas, a da Mula-sem-cabeça provavelmente surgiu como uma forma de dar lição de moral na galera.

Nesta daqui, conta-se que uma jovem, que teve um relacionamento com um padre, acabou sendo amaldiçoada e condenada, virando a Mula-sem-cabeça, que tem fogo ao em vez de uma cabeça, galopando através dos campos, desde o sol de quinta-feira até o nascer do sol de sexta-feira.

O mito tem várias variações em relação ao pecado que transformou a mulher amaldiçoada em um monstro, que percorre povoados em busca de olhos, unhas e dedos.

Ela é descrita como um animal que solta fogo pelo pescoço, ainda que algumas pessoas jurem que a Mula tem sim uma cabeça e que solta fogo pela boca e pelo nariz.

Caso ela esteja te perseguindo, o ideal é fechar bem os olhos e esconder as mãos, para ela não ver justamente aquilo que mais gosta de comer.

 

3 - Curupira

Outro brincalhão de nosso folclore, o Curupira por vezes é chamado de Caipora, Caiçara e Pai-do-mato.

Sua principal função é proteger as matas e, para isso, costuma deixar pegadas confusas, pois tem os pés virados para trás, distraindo, assim, quem não respeita a natureza.

Os primeiros relatos de avistamentos do Curupira datam da colonização brasileira.

Desde essa época, é comum que exploradores, e principalmente os índios, adentrem as florestas com oferendas ao Curupira, um anão em corpo de menino que tem os cabelos longos e vermelhos da cor do fogo.

Para conquistá-lo, você deve ter consigo um fumo de corda para oferecer a ele em caso de algum encontro.

Além disso, você também deve cuidar bem dos animais silvestres e das matas, para não sofrer com a “pegadinhas” do Curupira.

 

4 - Boitatá

Provavelmente é a lenda indígena mais antiga do Brasil, tendo inclusive sido descrita por José de Anchieta em 1560.

A história do Boitatá conta sobra uma cobra de fogo, com grande olhos, que protege e mata de quem desrespeita os animais e as florestas.

Apesar de ser feita de fogo, com grandes olhos, a tal cobra vive no fundo dos rios à espera de entrar em ação.

Há também histórias que seja um touro, que lança fogo pelas ventas,.

A origem do Boitatá provavelmente está no fenômeno do fogo-fátuo, que ocorre em pântanos e brejos, quando faíscas e lampejos emanam das águas por conto do metano com o ar.

Voltando à lenda, dizem que, caso o Boitatá não te mate queimado, ele é capaz de te deixar louco ou cego, caso olhe diretamente em seus olhos.

 

5 e 6 - Boto e Iara

Duas lendas semelhantes, mas com variações de gênero.

O boto é uma lenda amazônica, que conta a história de um animal que sai das águas dos rios para se transformar em um moço muito bonito e conquistar as mulheres em festividades, principalmente as juninas.

Depois, ele some e as deixa grávidas.

Por isso que, principalmente na região Norte do Brasil, crianças que nascem de pais desconhecidos, costumam ser chamadas de “filhas do Boto”.

Já a Iara é a versão tupiniquim da sereia, uma jovem que sai dos rios para encantar os homens e levá-los até o fundo das água e lá então devorá-los.

É uma lenda universal, que no Brasil possuem relatos desde o século 16.

Muitas vezes representada como uma bela sereia, a Iara também pode assumir uma forma feminina completa e chama a atenção pelo canto maravilhoso.

 

7 - Negrinho do Pastoreio

Quando algum fiel católico perde alguma coisa, é comum que ele peça a ajuda de São Longuinho para encontrar.

Além dele, o Negrinho do Pastoreio é uma entidade mista das culturas africana e cristã, que também ajuda aqueles que perderam alguma coisa.

Sua lenda diz que ele era um escravo muito dedicado, mas que sem querer perdeu um dos cavalos que ele tinha levado para pastorear.

Seu dono, um patrão muito maldoso, resolveu se vingar do Negrinho: a criança foi espanca e jogada nua sobre um formigueiro.

No dia seguinte, diz a lenda, o homem encontrou a criança viva e sem nenhuma marca, montada em um cavalo baio ao lado de Nossa Senhora.

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