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PESQUISA: GOVERNO DEVERIA PRIORIZAR CRECHES, PROFESSORES E COMBATE AO ANALFABETISMO

Estudo divulgado hoje, 19, do Todos pela Educação também mostra que 55% dos brasileiros discordam que o MEC está enfrentando reais problemas da Educação Básica

 

Fonte: Nova Escola / novaescola.org.br

Foto: Ministério da Educação (crédito: flickr.com)

 

Foram seis meses turbulentos para a Educação brasileira: passagem de dois ministros pelo Ministério da Educação (MEC), anúncios como o da realização da prova digital para o Enem a partir de 2020, lançamentos como o Compromisso Nacional pela Educação Básica e desmentidos em redes sociais.

Agora, com o fim do primeiro semestre do governo de Jair Bolsonaro, uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 19 de julho, pelo Todos pela Educação, mostrou que mais da metade dos brasileiros, 52%, acredita que o governo federal deveria priorizar ações como ampliar vagas em creches e aprimorar a Educação Infantil, combater o analfabetismo e melhorar o salário e o trabalho dos professores.

Realizada em junho, em parceria com a empresa de pesquisas IDEIA Big Data, a pesquisa tinha como objetivo avaliar a percepção da população sobre a atuação do governo na Educação e a qualidade de ensino. Foram ouvidas 1720 pessoas em todo o território nacional.

De acordo com os dados compilados, 22% dos entrevistados acreditam que ampliar vagas em creches é prioridade.

Para 15%, a prioridade é combater o analfabetismo.

Outros 15% acreditam que é preciso melhorar o salário e o trabalho dos professores.

Apenas 4% das pessoas acreditam ser importante a ampliação das escolas militares e outros 3% apostam no ensino domiciliar.

Já o percentual de entrevistados que consideram importante combater a doutrinação e filmar professores na sala de aula soma apenas 2%.

“Há estudos e diagnósticos sobre os principais desafios do país, que mostram que a primeira infância, a alfabetização e as políticas de valorização dos professores estão entre as políticas mais necessárias e efetivas para avançarmos na qualidade de ensino. E já temos propostas informadas em evidências e casos de sucesso no Brasil e no mundo para tornar essa melhora realidade. A população demonstra uma boa percepção sobre quais as prioridades que o Ministério da Educação deve perseguir”, disse Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos pela Educação.

 

Avaliação do Governo

A avaliação da atuação do governo na área de Educação também não foi boa:

58% reprovam, com 38% avaliando que a atuação do governo foi ruim e 20% afirmando que a atuação foi péssima.

Entre os entrevistados, 20% acreditam que a atuação do governo foi regular no setor e 15% aprovam, dos quais 10% afirmam ser uma atuação boa e 5%, uma atuação ótima do governo no setor de Educação.

 

Problemas reais e qualidade

A pesquisa também mostrou que 55% dos brasileiros ouvidos discordam que o MEC está enfrentando os reais problemas da Educação Básica brasileira.

Os que concordam, que acreditam que o MEC está enfrentando os problemas reais da Educação Básica no país, são 14%.

Outro aspecto avaliado pelo estudo foi a percepção sobre a qualidade da Educação e os números não foram muito animadores:

Para 60%, a atual qualidade da Educação no Brasil é ruim, sendo que 35% consideraram a Educação brasileira ruim e outros 25%, péssima.

Para 30%, a qualidade da Educação no país é regular e, para 10%, o país tem uma boa Educação (7% acreditam que é boa e 3% acham que é ótima).

 

Avanços

Os entrevistados também se mostraram céticos em relação aos avanços dos últimos dez anos no setor.

Entre os pesquisados, apenas 13% acreditam que a Educação melhorou nos últimos dez anos no país (11% acham que melhorou um pouco e 2%, melhorou consideravelmente).

Para 36% a Educação não melhorou nem piorou na última década.

Já para 47% dos entrevistados, o ensino piorou nos últimos dez anos, sendo que para 22% piorou consideravelmente e, para 25%, piorou um pouco.

Maurício Moura, presidente do IDEIA Big Data, afirma que o clima de insatisfação entre os pesquisados está diretamente ligado aos problemas econômicos do país.

“Os índices de desemprego, a situação da economia e a falta de crescimento de renda certamente influenciaram os resultados negativos da pesquisa”, afirmou Maurício.

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