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Cultura e Identidade

JORNALISTA FALA SOBRE HISTÓRIA E TURISMO PARA ACADÊMICOS DE PEDAGOGIA

Atividade com o jornalista Luiz Carlos Gnoatto integrou a disciplina de Diversidade Cultural
 
Na noite de terça-feira passada, 4 de junho, aconteceu uma atividade diferenciada na disciplina de Diversidade Cultural – Perspectivas Antropológicas, no curso de Pedagogia, da Unetri Faculdades, de Barracão.
O jornalista do Jornal da Fronteira e um dos coordenadores do portal (www.culturadafronteira.com), Luiz Carlos Gnoatto, participou da aula.
Ele, juntamente com o professor da disciplina, Jonas Grejianin Pagno, abordaram a história da fronteira, todo o processo de demarcação da linha de fronteira entre o Brasil e a Argentina, que iniciou pelo Tratado de Tordesilhas, e como toda essa história impactou na cultura e na identidade local e regional.
Eles abordaram também o processo histórico da demarcação da linha de fronteira entre Paraná e Santa Catarina e as potencialidades para o turismo que a região tem.
 
Marcos de Fronteira

Eles explicaram sobre os marcos, construídos no ano de 1903, após o laudo do então presidente dos EUA, Grover Cleveland, em 5 de fevereiro de 1895, decidindo a linha de fronteira na região, como ela é hoje, encerrando o litígio que havia entre Brasil e Argentina, que até então tinham entendimentos diferentes sobre onde seria a fronteira.
Nove grandes marcos foram construídos em 1903: o marco principal do Peperi-guaçu, em Dionísio Cerqueira e Barracão, marco principal da nascente do Rio Santo Antônio, em Santo Antonio do Sudoeste, marcos da foz do Rio Santo Antonio, na margem direita, em Capanema-PR e na margem esquerda, em Andresito-AR, marco da foz do Rio Iguaçu, margem esquerda, em Puerto Iguazu-AR, e margem direita, em Foz do Iguaçu-PR, marco secundário, em Barracão, segundo marco secundário, em Barracão, terceiro marco secundário, em Santo Antonio do Sudoeste.
Entre estes marcos foram construídas 44 pilastras (marcos menores).
 
Marcos Geodésicos
Outo ponto da explanação foi sobre os marcos geodésicos de Dionísio Cerqueira, localizado na escadaria da igreja matriz do Divino Espírito Santo, e de Barracão, localizado próximo ao portão de entrada da Unetri.
Marcos geodésicos são pequenas esferas de metal, com inscrições, geralmente fixadas no solo, com uma chapa de ferro, junto a uma base de concreto.
No marco geodésico está gravado um código que remete à altitude, latitude e longitude daquele local, apresentando informações sobre posicionamento e localização, que são úteis para áreas como engenharia e geografia, e atividades de topografia e agrimensura.
Esses marcos compõem redes com informações planimétricas, altimétricas e gravimétricas sobre a cidade e a região.
 
Coluna Prestes
Aspectos históricos importantes, como a passagem da Coluna Prestes pela região, o que foi a Coluna, como se deu esse processo e como foi sua presença, também foram abordados por Jonas e Gnoatto.
Na linha Separação, interior de Dionísio Cerqueira, fica o chamado “Cemitério da Coluna Prestes”, um ponto histórico e cultural único no Brasil.
 
Turismo

Outro ponto abordado foi o turismo como ferramenta de desenvolvimento, de geração de dinheiro, de empregos e de movimento econômico.
Luiz Carlos Gnoatto fez uma explanação da diversidade de atrativos turísticos na fronteira, nas opções de turismo religioso, de eventos, de compras, de aventura, de natureza, turismo cultural e histórico, entre outros.
Ele detalhou alguns locais, como o complexo de turismo religioso de Águas de Santa Emília; o Capitel das Padroeiras, o turismo natural e histórico da selva missioneira, na província de
Misiones (Argentina), o Cemitério da Coluna Prestes e o cânion e cachoeiras do Assentamento Conquista na Fronteira, uma delas com mais de 70 metros de queda de água.
 
Avaliação
“Nós discutimos esses elementos em sala de aula e o jornalista Luiz Gnoatto nos auxiliou, em função de seu amplo conhecimento nessas áreas”, ressaltou o professor Jonas.
Ele afirmou que a perspectiva, enquanto Unetri, bem como sua, enquanto professor dessa disciplina, é fortalecer esse trabalho de mostrar a história local, os aspectos locais, desenvolvendo a consciência sobre essa construção histórica e sobre essa diversidade cultural, turística e vivencial.
“Estamos formando futuros pedagogos, futuros professores, que estarão em sala de aula e terão consciência da importância de trabalhar esses aspectos com os alunos, para mostrar, às futuras gerações, o que aconteceu aqui em termos da nossa história e como ela se deu desde o início. Assim, quem aqui vive, pode conhecer sua história, sua cultura, suas potencialidades turísticas e ter uma identidade e o sentimento de pertencer a este território”, afirmou.
Segundo Jonas, o próximo passo é levar os acadêmicos para conhecer esses locais.
Os acadêmicos avaliaram a atividade de forma positiva e se mostraram impressionados com os muitos atrativos da região, muito dos quais não sabiam que existiam.
Luiz Carlos Gnoatto parabenizou a iniciativa da Unetri e destacou a importância da iniciativa, se somando a outras que são realizadas por entidades como o Consórcio Intermunicipal da Fronteira – CIF, o Fronteiras Cooperativas, a Ascoagrin e o próprio portal Cultura da Fronteira, com o objetivo de divulgar as potencialidades turísticas e a riqueza histórica desta fronteira, e mostrar aos setores público e privado que o turismo, a história e a cultura são ferramentas de geração de desenvolvimento, de trabalho e de riquezas.
Gnoatto destacou que os pontos turísticos e históricos, bem com os diversos eventos culturais e outros, realizados na região, podem ser acompanhados pelo portal (www.culturadafronteira.com).

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