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Mudanças

POR QUE O CONTADOR PODE SER MUITO MAIS DO QUE UM GUARDA LIVROS

Esqueça o perfil de contador do passado e veja como esse profissional pode alavancar os negócios de uma empresa. Relacionamento interpessoal e tecnologia são elementos fundamentais para a nova fase da função de contador

 

Fonte: gazetadopovo.com.br – Foto: Imagem ilustrativa (contmaticcontadoronline.com.br)

De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade, o Brasil tem mais de 530 mil contadores na ativa.

Responsáveis pelos cálculos de tributos, declarações de imposto, contas a pagar e receber e tudo que envolve o universo contábil de uma empresa, os contadores estão prestes a passar por uma grande revolução.

“Há 30 ou 40 anos, os profissionais dessa área eram chamados de “guarda livros” e passavam quase todo o tempo escriturando e fazendo registros manualmente. Com o advento da tecnologia e as normas internacionais de contabilidade, a maneira de exercer a profissão mudou”, explica Marco Pitta, coordenador de pós-graduação nas áreas de contabilidade, controladoria, finanças e tributos, da Universidade Positivo.

Se antes, o contador interagia pouco com o negócio do cliente, hoje ele precisa atuar como um controller.

“Esse termo, muito comum nos Estados Unidos, se refere aos profissionais que trabalham de forma consultiva e entendem o negócio do seu cliente para orientar estratégias e tomadas de decisão”, afirmou Pitta, que enxerga nas mudanças novas oportunidades.

Isso porque o contador é aquele que tem as informações mais importantes de uma empresa. E a gestão inteligente é algo que fará enorme diferença num negócio.

“O contador é peça chave durante a elaboração de qualquer planejamento estratégico. Ele é o profissional mais indicado para determinar, por exemplo, a viabilidade de recursos, a sustentabilidade de projetos (no campo financeiro e econômico), além de definir quais são os possíveis encargos que o empreendedor terá que arcar caso assuma determinada posição”, avalia o especialista em contabilidade Silvinei Toffanin.

Mas que habilidades são essas requeridas para os contadores de hoje?

De acordo com Marco Pitta, é necessário abrir a mente e desenvolver, principalmente, as seguintes competências:

 

INGLÊS

Falar inglês é fundamental, principalmente por conta das normas internacionais, que estabelecem um padrão mundial de atuação.

 

RELACIONAMENTO INTERPESSOAL

Hoje é preciso sair da mesa, olhar o negócio do cliente, entender o que ele precisa e sugerir mudanças.

 

GESTÃO

Conhecer os processos de gestão permite um olhar mais apurado e consultivo para as necessidades do cliente.

 

TECNOLOGIA

Com tantas possibilidades e novidades, é fundamental entender de sistemas, dashboards e business intelligence.

A tecnologia é a chave para entregar mais produtividade à empresa contábil, possibilitando que o contador saia do operacional e pense estrategicamente no crescimento da sua empresa.

 

LIDERANÇA

O contador nunca trabalha só e precisa saber gerir sua equipe, extrair dela o melhor.

 

O PAPEL DO CONTADOR

De acordo com Serasa Experian, somente no primeiro mês de 2017 foram criadas mais de 194 mil novas empresas no país, o maior número para o período desde 2010.

O resultado é 16,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2016 e 61% maior se for comparado com dezembro do ano passado.

Boa parte dessas empresas surgem da necessidade de empreender diante do desemprego e a dificuldade de recolocação.

“Algumas pessoas optam por empreender a fim de garantir uma fonte de renda, ao menos”, apontou Toffanin.

Este novo público à frente de pequenas e médias empresas espera que o escritório de contabilidade atue de forma mais estratégica.

“Fizemos uma pesquisa com pequenas empresas e concluímos que 79% dos pequenos empresários têm a expectativa de um contador proativo e com visão para auxiliar sua empresa a crescer”, ressaltou Vinicius Roveda, CEO da ContaAzul.

Mas a maioria dos contadores ainda está com boa parte do seu tempo comprometido com a coleta de dados e o preparo de relatórios.

“Essa é uma mudança que precisa ocorrer por parte dos próprios escritórios contábeis. O pequeno empresário quer mesmo é alguém que sente com ele para gerar insights e melhorar o seu negócio. A relação deles com seu contador deve ser marcada pela parceria, para que as empresas aumentem as chances de vencer, ao enfrentar toda a complexidade que é ter uma empresa atualmente”, citou Roveda.

Diante de tantos desafios, aliar as ferramentas contábeis à inteligência na gestão dos negócios permite ao empreendedor realizar correções de rota com agilidade e identificar oportunidades de crescimento.

“Se pensarmos que o Brasil é um país com uma série de carências, que fazem com que as empresas precisem se manter competitivas e, mais do que isso, sobreviver no mercado, fazer bom uso das capacidades e informações que podem, e devem, ser entregues por um profissional de contabilidade torna-se estratégico” finalizou Toffanin.

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