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UNIVERSIDADES IMPLEMENTAM PROJETOS PARA ESTIMULAR APRENDIZAGEM CRIATIVA

Projetos são discutidos por grupo ligado à Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, que reúne pesquisadores em busca de ‘educação mão na massa’

 

Fonte: por Vanessa Fajardo / Porvir Inovações em Educação / porvir.org.br

Foto: Imagem ilustrativa (reprodução: www.deboraaquino.com.br)

 

A UFPel (Universidade Federal de Pelotas), no Rio Grande do Sul, vai implementar, neste ano, nos cursos de pós-graduação, uma disciplina inspirada nos métodos ativos de ensino que prevê estimular a aprendizagem criativa dos alunos.

Ainda sem nome oficial, ela vai atender cerca de 2 mil alunos de 42 cursos stricto sensu, que vão das áreas de humanas até exatas, em um formato interdisciplinar.

Na outra ponta do mapa, a Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido), no Rio Grande do Norte, vai capacitar docentes no laboratório próprio de aprendizagem criativa, para que utilizem a metodologia em suas disciplinas, seja na graduação ou na pós.

 

Aprendizagem Criativa

A aprendizagem criativa prevê que os alunos construam conhecimentos a partir da resolução de problemas, em trabalhos desenvolvidos de maneira interdisciplinar e em equipe, sob a tutela de um professor que funciona como um mentor e não o único detentor do conhecimento.

A metodologia é baseada em um espiral de aprendizagem chamado 4 Ps: project (projeto), passion (paixão), peers (pares/parceria) e play (pensar brincando).

O maior autor sobre aprendizagem criativa é o Mitchel Resnick, diretor do Lifelong Kindergarten Group no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos.

Tanto as iniciativas na UFPel, como na Ufersa, são acompanhadas pelo GT (Grupo de Trabalho) Universidades Criativas, um fórum da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, que reúne pesquisadores que querem tornar o ensino mais lúdico no Brasil. São 3 mil membros cadastrados em todo o país que participam de reuniões virtuais quinzenais, desde o mês de agosto, para discutir iniciativas que visam tornar a escola mais criativa e mão na massa.

“O objetivo do GT é conseguir tornar a aprendizagem mais criativa em todo o seu processo de educação. Não temos um projeto modelo, mas queremos alterar a forma de ensino na universidade e formar professores. Muitas escolas no exterior têm adotado o método, mas o Brasil vem avançando neste sentido também, tanto em escolas quanto em projetos sociais. O desafio é chegar na rede pública”, diz Carolina Rodeghiero, articuladora pedagógica da rede no Brasil, reforçando que o projeto ainda é embrionário.

Embora os trabalhos do GT ainda estejam no início, algumas instituições estão mais adiantadas no processo de transformar o ensino, como a UFPel.

Carolina Rodeghiero, da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, reforça que a proposta do grupo de trabalho é que ações como estas sirvam de modelo para outras universidades e pesquisadores na busca por usar a aprendizagem criativa como metodologia ativa e objeto de pesquisa.

“Não temos meta de quantas universidades atingir, focamos na qualidade do que está sendo realizado no Brasil”.

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