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Aprendizagem Adaptativa

A AFETIVIDADE ENTRE PROFESSORES E ALUNOS QUE INFLUENCIA A APRENDIZAGEM

Oportunizar o ensino com alegria e criatividade é mais prazeroso

 

Fonte: por Cosma de Fátima da Silva Pinheiro / entretantoeducacao.com.br

Imagem ilustrativa / Reprodução: entretantoeducacao.com.br

Sou professora de Ensino Fundamental I, da rede particular do Educandário Jardim Piedade, localizada em Jaboatão dos Guararapes (PE).

Fiz uma análise em sala de aula, com as turmas de 1º e 2º ano (faixa etária: 6 a 8 anos de idade).

Noto que os alunos desta fase necessitam de mais envolvimento, pois estão no início de sua construção, e acredito que o afeto motive o comportamento deles, levando-os para um melhor nível de aprendizagem.

A importância desta relação afetiva entre professores e alunos para seu sucesso na vida estudantil é fundamental.

Escrevo isso porque sinto que o mundo tem atravessado grandes transformações que afastam o homem de sua essência, o que interfere nas relações interpessoais dentro do contexto ensino-aprendizagem-afetividade: relação professor – aluno.

Considerando que a escola é um campo de vivência e cidadania, é preciso que ela possa trazer no seu alicerce o ideal de proporcionar aos educandos momentos prazerosos de aprendizagem.

Por esta razão, valorizo a importância do bom relacionamento afetivo entre docentes discentes.

O processo de aprendizagem pode ser benéfico quando professor e aluno buscam o conhecimento mútuo de suas necessidades, tendo consciência de sua forma de relacionar-se e respeitando as diferenças.

O professor em sala de aula pode contribuir para desenvolver em seus alunos a autoestima, a estabilidade, a tranquilidade, a capacidade de contemplação do belo e a habilidade de socializar-se.

Para Henri Wallon (2003), a pessoa como um todo, suas afetividades, emoções, movimentos e espaços físicos se encontram em um mesmo plano, tendo papel preponderante no desenvolvimento da pessoa.

Por isso, é importante buscar uma melhor compreensão dessa relação entre os agentes que compõem a sala de aula, estudando as conexões entre o desenvolvimento da afetividade do aluno e o sentimento de responsabilidade social do sujeito.

Isso é muito importante para que todos educadores reflitam em seu “fazer” em uma sala de aula. É importante que o professor entenda que o lugar que ele ocupa perante seus alunos não é apenas daquele que ensina, mas também daquele que deixa marcas.

Por isso, a escola também deve voltar-se para a qualidade de suas ações e relações, valorizando o desenvolvimento afetivo, social e cognitivo como elementos fundamentais no desenvolvimento do aluno para como um todo.

Se o professor estimula a criança a se expressar, alcançamos mudanças significativas no seu comportamento e desenvolvimento.

Por fim, para refletimos: oportunizar o ensino com alegria e criatividade é mais prazeroso.

Como afirmam Gentili e Alencar (2001, p. 100): “Educar é ensinar a olhar para fora e para dentro, superando o divórcio, típico da nossa sociedade, entre objetividade e subjetividade. É aprender além: saber que é tão verdade que a menor distância entre dois pontos é uma reta quanto o que reduz a distância entre dois seres humanos é o riso e a lágrima”.


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