Notícias UNETRI

Debate

É PRECISO FALAR COM ALUNOS E PROFESSORES SOBRE O SUICÍDIO

Debater o suicídio é o antídoto à ideia de que falar sobre o assunto pode inspirar ondas de casos por imitação

 

Fonte: www.cartaeducacao.com.br – Imagem: Cena do filme Geração Prozac

A educadora e psicopedagoga Adriana Foz é taxativa em seu artigo: É preciso falar com alunos e professores sobre o suicídio.

“Silenciar sobre o suicídio não ajuda a combater o problema. Informar, debater, ouvir e ser ouvido é o antídoto à ideia de que falar do assunto pode inspirar ondas de casos por imitação”.

Ela defende que, sobretudo as escolas, desenvolvam estratégias pedagógicas para abordar o tema de maneira contínua com os estudantes.

E que as unidades sejam provedoras de informação de qualidade para a comunidade escolar, que construam conhecimento acerca da temática e busquem apoio junto a atores como familiares e equipamentos da assistência social.

Para apoiar na condução do debate, a especialista elencou oito filmes que abordam o suicídio e podem servir de disparadores para a reflexão. Confira!

 

UM HOMEM CHAMADO OVE (2017)

Ove é um senhor amargurado, aposentado e viúvo.

Aos 59 anos, alimenta a monótona rotina de visitar o túmulo de sua falecida esposa e descontar o mau humor nas pessoas ao seu redor.

Quando, enfim, decide interromper sua própria vida e vê seu plano dar errado, tem a chance de conseguir uma nova amizade.

 

GERAÇÃO PROZAC (2001)

Baseado no best-seller americano de Elizabeth Wurtzel, “Prozac Nation”, retrata a vida de uma estudante de jornalismo ao ingressar em Harvard.

A situação familiar frágil e as pressões das relações pessoais levam a jovem a desenvolver depressão e, com isso, pensamentos suicidas.

As questões psicológicas levam a jovem a ser medicada com a droga Prozac.

 

ÚLTIMOS DIAS (2005)

Em Last Days, filme inspirado nos últimos momentos de vida do cantor Kurt Cobain, o suicídio é trazido de maneira intimista.

Cobain demonstra sentimentos de melancolia, vazio e procura de algo inatingível.

No longa, a morte mostra-se como a única solução para tal agonia.

 

GAROTA INTERROMPIDA (1999)

A jovem Susanna Kaysen é encaminhada para um hospital psiquiátrico, após ser diagnosticada como vítima de “Ordem Incerta de Personalidade” – uma aflição com sintomas tão ambíguos que qualquer garota adolescente pode ser enquadrada.

No local, Susanna se depara com um mundo de garotas transtornadas com o aprisionamento.

 

ELENA (2012)

Elena vai a Nova York para perseguir o sonho de se tornar atriz e deixa no Brasil uma infância vivida na clandestinidade, devido ao período da ditadura militar, e também a irmã mais nova, Petra, de sete anos.

Duas década depois, Petra decide ir atrás da irmã.

Ela segue as pistas que tem para encontrá-la, como cartas e diários, e encontra em um lugar inesperado.

 

GENTE COMO A GENTE (1980)

Conrad Jarrett tenta recuperar sua vida social, após meses de internação em um hospital, fruto de uma tentativa de suicídio.

No entanto, a relação com os pais segue fria provocando conflitos ao longo do filme, que se centra na falta de comunicação familiar.

 

UMA RAZÃO PARA RECOMEÇAR (2017)

O amor de infância de Benjamin Morton por Ava é representado de maneira realista no filme, entre altos e baixos.

Eles trafegam por tempos bons e ruins, até uma tragédia colocar em perigo o destino dos dois.

 

UMA VIDA COM PROPÓSITO (2016)

O filme narra a história da adolescente religiosa Rachel Jay Scott, que foi morta por dois adolescentes no colégio Columbine.

O episódio, que vitimou um total de 13 pessoas, em 1999, e ficou conhecido como Massacre de Columbine, acendeu debates acerca do Bullying, das gangues do Ensino Médio e das leis de controle de armas. 

Compartilhe esta notícia: